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“Os Lusíadas” – episódio do Gigante Adamastor

Para a aula de dia 13 de maio, sugere-se que:

  1. Realizes uma leitura silenciosa atenta;
  2. Realizes, usando o teu smartphone, os exercícios apresentados a seguir;
  3. em colaboração com o teu colega do lado, realizes, de forma completa e correta, os exercícios do manual e participes ativamente na sua correção.

ex1

 

ex2

Bom trabalho!

A Poesia do século XX

  • Para o estudo desta Unidade do programa, vais precisar de:
  • rever o que aprendeste anteriormente (consulta este documento);
  • responderes ao questionário Kahoot lançado pela professora e tomares nota do que precisas de rever;
  • estudar as páginas 268-269 do manual (para consolidares as aprendizagens);
  • estar atento nas aulas e participares nos trabalhos de grupo que te serão propostos.

Antes disso, vamos escutar e compreender. Depois de leres o poema que se segue, escuta atentamente a melodia e discute com os teus colegas: o que é Poesia? Por que há Poetas? O que é um Poeta? De que falam os Poemas? Como “conversam” connosco os Poemas? Anota as tuas ideias neste mural. Bom trabalho!

Queria saber mais sobre o amor
E as suas mais intrincadas essências
Então fui à procura dessa tal palavra “amor”
E encontrei milhões de ocorrências

Quis saber um pouco mais ti
Do corpo que esse teu perfil encerra
Numa apurada busca depressa concluí
Há muitas mais marias cá na terra

Maria, era assim que eu recebia,
Ora prosa, poesia,
Mil declarações de amor

“Maria”, era como eu respondia,
“queria conhecer-te um dia”
E esse dia não chegou

Triste fui tentar saber de nós
Da fonte de um desejo delicado
E então deparei-me com uma frase só
“a procura teve zero resultados”

O mal só podia estar em mim
O motor de busca pesquisou-me
E ficou logo claro porque te sumiste assim:
Há um tipo no Brasil com o meu nome…

Maria, era assim que eu recebia,
Ora prosa, poesia,
Mil declarações de amor

“Maria”, era como eu respondia,
“queria conhecer-te um dia”
E esse dia não chegou

“Maria”, era como eu respondia,
“queria conhecer-te um dia”
Mas o nosso amor…
crashou…..

 

“Auto da Barca do Inferno” – cena dos Quatro Cavaleiros

Sugestões de resposta para a correção do TPC (a partir das indicadas pelo manual “Diálogos” da Porto Editora):

imagem disponível em https://anove.wikispaces.com

imagem disponível em https://anove.wikispaces.com

1. Os Quatro Cavaleiros representam, na realidade, um grupo – aqueles que lutaram pela expansão da fé cristã. Assim, um único cavaleiro pode representar essa mesma ideia.

2.1. A canção dirige-se aos “mortais”, em geral – “Senhores, que trabalhais /pola vida transitória” (vv. 838-839). Logo a seguir (v. 845), os Cavaleiros tratam os “mortais” por “pecadores” .

2.2. A mensagem é um aviso: “despois da sepultura, / neste rio está aventura / de prazeres ou dolores!” (vv. 846-848), isto é, os Cavaleiros lembram aos mortais a transitoriedade da vida e aconselham-nos a terem sempre presente que, depois da morte, irão encontrar a alegria ou o sofrimento, o Céu ou o Inferno, conforme tenham atuado em vida. Recorde-se, aos alunos, que esta mensagem, que, na verdade, constitui a moralidade do auto, estava já presente na Cena II (o Fidalgo) nas palavras do Diabo: “Segundo lá escolhestes, / assi cá vos contentai. / Pois que já a morte passastes / haveis de passar o rio.” (vv. 56-59).

2.3. “barca segura” (v. 835), “bem guarnecida” (v. 836 e 843), da vida” (vv. 837, 844 e 851), “mui nobrecida” (v. 850). Todas elas são expressões elogiosas e salientam que é esta a barca em que todos devem desejar embarcar.

3.1. Os Cavaleiros sabem que quem morreu a combater pela fé tem entrada assegurada no Paraíso. De resto, isso mesmo é enunciado na didascália que antecede a cena: “Absoltos a culpa e pena per privilégio que os que assi morrem têm dos mistérios da Paixão d’Aquele por quem padecem, outorga – dos por todos os Presidentes Sumos Pontífices da Madre Santa Igreja.”

3.2. O Diabo manifesta espanto e incompreensão pela atitude dos Cavaleiros (vv. 860-861). O Anjo mostra a sua alegria por ter finalmente chegado quem ele esperava.

4. Como a Igreja só tinha a ganhar com as Cruzadas, quem nelas participasse ganhava, automaticamente, um lugar no Céu.