Um percurso…

Competências e Avaliação de competências

Westera, W. (2001). Competenties in Education: a confusion of tongues. Journal of Curriculum Studies, 33, 75-88. Restaurado Junho 26, 2007, de http://ou.nl/Docs/Faculteiten/OW/Westera_Competenties%20in%20Edu.pdf.

Wim Westera, cuja área de especialização é, precisamente o uso dos media na educação e que trabalha em Tecnologia Educacional, publicou, em 2001, o artigo supracitado, verificando a importância do conceito de desenvolvimento de competências nos finais do século XX, início do sec. XXI. Terminando por defender aquilo que demontra, ou seja, o facto de o conceito de competência ser bastante problemático, o autor defende que se trata, afinal, de uma sub-categoria das capacidades cognitivas propondo o seguinte esquema:

O artigo é importante pelo esclarecimento conceptual que realiza e que passo a sintetizar.
O conceito de competência é usualmente associado com a habilidade para dominar situações complexas ultrapassando os níveis de conhecimento e capacidades. Ao discutir o conceito, torna-se necessário esclarecer os tópicos
– conhecimento (1)
– compreensão (2)
– capacidades cognitivas (3)
(1) representação de factos, procedimentos, princípios e teorias num domínio particular (fácil de testar). Não deve ser confundido com (2) compreensão que é a capacidade intelectual de usar a informação de uma forma sensível e significativa. (3) capacidades cognitivas são operações mentais que processam o conhecimento.

Sobre competências já vários autores se debruçaram. Lato sensu, poderá dizer-se que se trata do uso efectivo de conhecimentos e capacidade em contextos específicos e complexos.
Em contexto educativo, a noção de competência pode ser abordada sob um ponto de vista teórico – concebendo-a com uma estrutura cognitiva que facilita comportamentos específicos. – e uma perspectiva operacional, cobrindo um conjunto de capacidades e comportamentos que representam a habilidade de lidar com situações complexas e imprevisíveis; esta definição inclui conhecimentos, capacidades, atitudes, metacognição e pensamento estratégico e pressupõe tomada de decisões intencional e consciente.

O conceito de competência é problemático essencialmente sob o ponto de vista teórico. Coloca-se, também, a questão dos padrões de competência, os seus valores, estabilidade, complexidade, pensamento consciente, sub-competências e a avaliação de competências.

Sobre a avaliação de competências, diz-nos Westera que deveria lidar com a reprodução ou, mais precisamente, com a predição de sucesso de comportamentos futuros. A questão de transferência é fundamental. Prende-se com a questão do desempenho observável. Westera afirma que um desempenho bem sucedido pode ser uma questão de sorte escondendo um mau funcionamento cognitivo.

[sobre a questão da avaliação de competências ver este post sobre Perrenoud]

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