O que escrevo…

Do Blogue “Um percurso…” ~ escrito a 26 de Abril de 2010
Como pode uma ActivClassroom dar vida à Aprendizagem?

Tenho estado a (re)descobrir a resposta a esta pergunta, visualizando os excelentes vídeos produzidos por professores disponíveis aqui:

The ActivClassroom Film Festival Video Contest 2010

De facto, é uma pergunta que faz todo o sentido e que também traduz a minha experiência como utilizadora sistemática dos Quadros Interactivos em sala de aula. A presença de um QI em todas as minhas aulas trouxe várias mudanças. Em primeiro lugar, à minha própria organização; todas as semanas preparo um ou mais flipcharts com as aulas da semana seguinte, sumários arrumados, conteúdos sistematizados, inclusão do manual digital e actividades interactivas. Depois, a própria estruturação dos diversos momentos da aula: em alguns o QI está ligado e é usado por mim, noutros fica off, noutros ainda é dominado pelos alunos.

Talvez seja nos alunos, na sua atitude e postura, que se notem as maiores diferenças. Foi com bastante prazer que ouvi os representantes das várias turmas na reuniões de CT intercalares deste ano fazerem a avaliação das aulas de Língua Portuguesa. “Então, como correm as coisas?” pergunta a Directora de Turma; resposta “Ah, em Português correm sempre bem, a professora usa o QI e nós gostamos muito, as aulas são diferentes.“. Recordo uma reunião particular, depois de os alunos terem saído, eu ter sido questionada pelos colegas: “Mas os quadros interactivos não podem ser remédio para tudo!!!” ao que respondi “Não, não podem mas introduzem mudanças muito significativas e positivas. Por que razão não experimentam?… de uma forma sistemática?“.

Nos diversos vídeos que referi não vemos apenas exemplos de diversos usos do QI (e outros elementos de uma ActivClassroom) numa sala de aula mas sobretudo testemunhos de alunos e professores sobre a magia de uma sala de aula profundamente inovadora e envolvente.

Este último adjectivo traduz, na minha modesta opinião, todo o segredo dos materiais Promethean: o envolvimento de todos os actores no processo de construção de uma aula eficaz. Quando alguém me pede conselho sobre a aquisição e utilização de quadros interactivos – o que acontece com alguma frequência dado o meu trabalho nesta área e a minha participação na Rede Interactic 2.0 – é sem hesitação que recomendo os recursos da Promethean. Faço-o por diversas razões:

- a qualidade física dos equipamentos;

- o excelente software que os acompanha (ActivInspire);

- a fantástica rede que apoia os professores (com formação, recursos, partilha,…).

Outros dos aspectos fundamentais que se podem observar nestes vídeos cuja visualização recomendo são as profundas alterações à organização do espaço da sala de aula: turmas com menos de 20 alunos, sala rica em materiais diversos e atraentes, presença de computadores, mecanismos de voto, um ou mais QI, etc. De facto, é importante perceber o mais depressa possível que não interessa apenas dotar uma sala de aulas com um quadro interactivo e esperar que tudo mude; é urgente dotar os professores de formação mas principalmente fazer todos os agentes educativos reflectir nas mudanças maiores que é preciso realizar para que, definitivamente, tenhamos uma sala de aula do século XXI, uma sala de aula onde aprender seja um prazer, onde professores e alunos encontrem motivação.

razão para pensar… se me perguntarem se podia viver/ensinar sem um quadro interactivo…

…responderia: Poder, podia mas não era a mesma coisa! ;-)

Teresa Pombo

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