A utilização de Quadros Interactivos Multimédia no ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa (também com o Google Earth)
Da conferência ACEAV, em Aveiro, a 11 e 12 de Julho de 2010
Como pode uma ActivClassroom dar vida à Aprendizagem?
Tenho estado a (re)descobrir a resposta a esta pergunta, visualizando os excelentes vídeos produzidos por professores disponíveis aqui:
The ActivClassroom Film Festival Video Contest 2010
De facto, é uma pergunta que faz todo o sentido e que também traduz a minha experiência como utilizadora sistemática dos Quadros Interactivos em sala de aula. A presença de um QI em todas as minhas aulas trouxe várias mudanças. Em primeiro lugar, à minha própria organização; todas as semanas preparo um ou mais flipcharts com as aulas da semana seguinte, sumários arrumados, conteúdos sistematizados, inclusão do manual digital e actividades interactivas. Depois, a própria estruturação dos diversos momentos da aula: em alguns o QI está ligado e é usado por mim, noutros fica off, noutros ainda é dominado pelos alunos.
Talvez seja nos alunos, na sua atitude e postura, que se notem as maiores diferenças. Foi com bastante prazer que ouvi os representantes das várias turmas na reuniões de CT intercalares deste ano fazerem a avaliação das aulas de Língua Portuguesa. “Então, como correm as coisas?” pergunta a Directora de Turma; resposta “Ah, em Português correm sempre bem, a professora usa o QI e nós gostamos muito, as aulas são diferentes.“. Recordo uma reunião particular, depois de os alunos terem saído, eu ter sido questionada pelos colegas: “Mas os quadros interactivos não podem ser remédio para tudo!!!” ao que respondi “Não, não podem mas introduzem mudanças muito significativas e positivas. Por que razão não experimentam?… de uma forma sistemática?“.
Nos diversos vídeos que referi não vemos apenas exemplos de diversos usos do QI (e outros elementos de uma ActivClassroom) numa sala de aula mas sobretudo testemunhos de alunos e professores sobre a magia de uma sala de aula profundamente inovadora e envolvente.
Este último adjectivo traduz, na minha modesta opinião, todo o segredo dos materiais Promethean: o envolvimento de todos os actores no processo de construção de uma aula eficaz. Quando alguém me pede conselho sobre a aquisição e utilização de quadros interactivos – o que acontece com alguma frequência dado o meu trabalho nesta área e a minha participação na Rede Interactic 2.0 – é sem hesitação que recomendo os recursos da Promethean. Faço-o por diversas razões:
- a qualidade física dos equipamentos;
- o excelente software que os acompanha (ActivInspire);
- a fantástica rede que apoia os professores (com formação, recursos, partilha,…).
Outros dos aspectos fundamentais que se podem observar nestes vídeos cuja visualização recomendo são as profundas alterações à organização do espaço da sala de aula: turmas com menos de 20 alunos, sala rica em materiais diversos e atraentes, presença de computadores, mecanismos de voto, um ou mais QI, etc. De facto, é importante perceber o mais depressa possível que não interessa apenas dotar uma sala de aulas com um quadro interactivo e esperar que tudo mude; é urgente dotar os professores de formação mas principalmente fazer todos os agentes educativos reflectir nas mudanças maiores que é preciso realizar para que, definitivamente, tenhamos uma sala de aula do século XXI, uma sala de aula onde aprender seja um prazer, onde professores e alunos encontrem motivação.
razão para pensar… se me perguntarem se podia viver/ensinar sem um quadro interactivo…
…responderia: Poder, podia mas não era a mesma coisa!
Curso de Formação de Formadores Online – uma etapa mais
Concluí hoje, com uma agradável sessão presencial final precedida de um excelente almoço-convívio entre elementos das duas turmas e os Formadores, a 6ª edição do Curso de Formadores Online (em regime de e-learning e fazendo parte do sistema de Aprendizagem ao longo da Vida da Universidade Aberta).
O curso, que durou alguns meses, focou temáticas como: os Modelos de Aprendizagem e o Papel do Formador Online, o Desenho de Actividades em Formação Online, Avaliação em Formação Online e a Concepção, Desenho e Desenvolvimento de um Curso Online, entre outros.
Os meus objectivos (validar uma série de competências desenvolvidas com o Mestrado e a minha actividade profissional e desenvolver os meus conhecimentos na área do e-learning sobretudo numa perspectiva menos ligada à escola e mais ligada ao mundo empresarial) foram atingidos. As expectativas foram claramente superadas.
O Curso está muito bem desenhado e, embora tenha sentido que poderíamos ter dedicado algum tempo mais às questões de Avaliação que tanto me preocupam, penso que as aprendizagens são muito sólidas. Como acontece frequentemente neste tipo de cursos a distância, a criação de uma comunidade virtual foi fundamental e estou certa de que muito que aprendi se deveu à interacção com os colegas e formadores, a uma busca mútua de conhecimento, ao desejo de ultrapassarmos os desafios, à colaboração que houve.
Estou certa de que manterei contacto com muitos dos colegas.
O almoço foi muitíssimo agradável. Volto a agradecer a todos. Espero oportunamente desenvolver as minhas reflexões sobre o curso talvez trazendo até este espaço o trabalho que desenvolvi no Mahara (sistema de e-pottefolio que usámos durante o curso).
Aqui fica o registo do dia de hoje, incluindo algumas fotos do belíssimo Palácio Ceia, sede da Universidade Aberta.
Narrativas digitais ou a minha “estoria” com Mario Aller
Na minha vida, tenho tido vários encontros felizes.
Muitos deles começam por ser apenas eventos na área profissional que depois, por acasos diversos, se transformam em gostosos momentos da vida pessoal.
O meu encontro com Mario Aller começou com a linha de um poema… um verso que cabia nos 140 caracteres do Twitter e… tem sido assim:
Começámos por nos conhecer apenas no Twitter, casualmente; uma portuguesa amante de poesia e com algum trabalho realizado no domínio das tecnologias educativas que publicava links dessa área e um galego, também professor e amante de poesia. Do Twitter, o Mario passou a visitar-me no blogue pessoal que mantive até Agosto de 2009, o Blogicamente. E mais do que uma visita, tornou-se uma descoberta; de tal maneira que por essa altura decidi terminar o blogue: tinha-me trazido pessoas e emoções fantásticas – de que o Mario já fazia parte – mas… a verdade é que começava a sentir-me demasiado exposta. Renovei o outro blogue (este em que escrevo) e passei a publicar apenas aqui. Os textos pessoais passaram a resumir-se a alguns poemas que, ocasionalmente, deixo na minha página do Facebook ou publico em volume no meu cv.
Não é a primeira vez que escrevo sobre o Mario Aller e o seu trabalho; fiz-lhe uma referência aqui por causa de uma ferramenta que descobri pela sua mão e apresentei-o melhor neste outro post. Rapidamente o convidei para integrar a Interactic e consegui, por essa altura, que divulgasse uma foto sua.
Com o Mario tenho aprendido a importância de uma reflexão séria mesmo sobre as coisas aparentemente mais simples; tenho aprendido que a leitura e a escrita devem ser sempre o nosso fim último como professores; tenho aprendido sobretudo que a magia está ao virar de cada esquina e que tem um poder de transformação do mundo extraordinário.
Lembro-me como se fosse hoje da sensação que experimentei quando visitei pela primeira vez o blogue que o Mario mantém, espelhando o seu trabalho com os alunos: impossível não nos apaixonarmos por esse trabalho, pelo amor que se sente naquilo que se faz, prepara, reflecte, se dá. A “Escola de Ismail” já está na segunda edição e pode ser visitada aqui:
Em simultâneo, o meu amigo galego mantém o blogue “Contomundi” onde nos fala, novamente, de uma forma apaixonante, de narrativas digitais. O blogue tem sido o concretizar de uma nova fase do seu trabalho já iniciado no projecto premiado “Contos populares, lengua y escuela” que pode ser lido aqui.
Deixo-vos um pouco desse texto premiado em 2001 com o Prémio Inovação Educativa:
“Ocurrió hace miles de años. Sentados de noche alrededor del fuego de una hoguera, mientras nuestros antepasados nómadas se alimentaban con la carne de los animales cazados, comían frutos silvestres o reparaban sus armas y herramientas, comenzaron a surgir los primeros relatos que manifestaba la memoria de la vida. Lentamente, con el paso de los siglos, aquellas historias orales de realidad y enigmas fueron entrelazándose hasta formar un inmenso tapiz de mitos y leyendas, pero sobre todo de cuentos.
A partir de esa época, que algunos llamaron la infancia de la humanidad, el cuento empezó a transformarse en algo muy parecido a un archivo de datos y de testimonios, que servía para ordenar las informaciones más relevantes y necesarias de cada pueblo. Era como un ADN cultural. Una información inconsciente y hereditaria para adaptarse a un mundo que en todo momento resultaba impredecible. Nació de esta forma el primer escenario del lenguaje: la palabra oral y emigrante, que se difundía por la superficie de la Tierra ayudada por el desplazamiento de las comunidades humanas primitivas.”
Recentemente, no blogue “Contomundi” o Mario publicou uma síntese de uma parte importante do seu trabalho onde reúne uma série de pequenas ajudas para a construção de narrativas (digitais ou não) na sala de aula. O documento, disponível no slideboom, tem o título “Accesorios para inventar historias en el aula” e, com a devida autorização, pôde ser traduzido por mim para português.
Finalmente, não posso esquecer que o Mario é o grande responsável pela divulgação em Espanha (e para os países de língua castelhana) do meu Projecto “Viagens literárias” que descreveu não só no seu blogue pessoal mas também no Portal espanhol sobre Tecnologias Educativas (ler). Grazas, Mario!
Recomendo não só a sua visualização mas a sua utilização e, se ainda não o fazem, sigam o trabalho do Mario (http://twitter.com/m_aller).
Nós… na Futuralia (Conferência TecMinho)
Teve hoje lugar a Conferência “Onde a Tecnologia encontra a Aprendizagem” organizada pela TecMinho no âmbito da Futuralia.
Estive presente e tenho a dizer que foi, a todos os níveis, uma excelente experiência. Não tive oportunidade de tomar notas como gostaria (a não ser a parte que tweetei) mas penso que, em breve as apresentações ficarão disponíveis).
Apenas alguns apontamentos:
- um excelente título a recordar o incontornável: aprendizagem e tecnologia são, hoje em dia, inseparáveis;
- um painel muito interessante e diversificado de comunicadores e experiências;
- a ideia de que é importante repensarmos as questões de aprendizagem formal e informal e de como esta última pode ser certificada;
- a crescente importância das redes sociais no contexto da aprendizagem informal e a construção de PLE;
- a possibilidade de traçar percursos individuais de aprendizagem em vários meios de e-learning e, também, a possibilidade de estabelecer parceiros de aprendizagem (numa abordagem à aprendizagem colaborativa que considerei inovadora);
- a existência de experiências particulares muito ricas no domínio do e-learning e não só (nomeadamente Escola Virtual e Proinov)
- a preocupação – tão fundamental – com a inclusão digital.
Foi ainda, uma saborosa oportunidade de conhecer ao vivo/rever alguns amigos. Paulo Simões, a tua apresentação foi…. excelente! Estou orgulhosa! parabéns! Um abraço!
Um abraço especial também para: João Paulo Proença (não poderia haver companhia mais agradável no percurso de/até casa, obrigada!); profs. Guilhermina Miranda, Nuno Barrela e Fernando Costa; Cornélia Castro, Elisabeth Somsen, Leonor Santos, Ana Rosa, Odília Baleiro, José Carlos Figueiredo, Lua Wunsh, Ana Silva Dias, Teresa Almeida D’Eça, João Torres, Ana e Pedro, foi um prazer, Aliycia Morales (qué guapa, chica!)
Para memória futura, deixo a apresentação do Paulo Simões e a animação que ele partilhou connosco sobre um tema que começa a ser-me muito grato também: os PLN:
e
EVT Digital – um workshop que foi um verdadeiro (e)feito twitter
Tive hoje oportunidade de participar como co-dinamizadora em mais um workshop para professores sobre ferramentas digitais.
Chamei-lhe desde a sua concepção um (e)feito twitter uma vez que foi pensado, organizado, sugerido, proposto e (bem) sucedido por causa do twitter.
Conhecia muito vagamente o José Alberto Rodrigues (no Twitter: @animajar) da Interactic 2.0. Ele mora em Ovar, eu em Almada; ele é de Artes, eu de Português, pouco teríamos em comum. Pouco? Claro que não! Afinal, se ambos pertencíamos à Interactic é porque tínhamos em comum o interesse na aplicação educativas das tecnologias. De tweet em tweet, de partilha em partilha, lá nos fomos seguindo mês após mês, durante um tempo em que o JAR me pareceu inexcedível na partilha; mostrava-me ferramentas extraordinárias, tantas, tantas que aos poucos fui trocando algumas mais com ele e fomos construindo uma espécie de portefolio de ferramentas para as Artes, trabalho que, muito a sério, ele já vinha fazendo. A mim, movia-me o desejo de apoiar os docentes da área e a vontade que tenho sempre de fazer mais actividades interdisciplinares unindo as artes à Língua portuguesa, se possível enriquecidas com tecnologias.
Certa vez, disse-lhe que ia fazer um workshop para os meus colegas de escola (disponível aqui – entrar como Visitante) e acrescentei que seria fantástico se, um dia, pudéssemos fazer algo do género mas para mais professores, com uma outra dimensão e com o apoio do Centro de Formação com o qual colaboro. E, se bem o pensámos, melhor o fizemos; aproveitando uma reunião em Lisboa, o JAR aceitou o meu desafio; o Centro de Formação também e, no espaço de uma semana, o evento pôs-se de pé.
E foi assim que quase 20 professores, num fim de tarde chuvoso, nos escutaram e o ouviram sobretudo a ele apresentar uma série de ferramentas web 2.0 para o ensino artístico e o magnífico trabalho de sistematização que está a coordenar.
Não tenho palavras nem para descrever o que aprendi hoje e o que tenho aprendido nos últimos meses com o JAR e – sobretudo – para lhe agradecer a magnífica disponibilidade e simpatia com que esteve connosco hoje.
Bem hajas! Todo o sucesso para o teu:
http://evtdigital.wordpress.com/
Segue uma pequena reportagem do evento que teve lugar na Escola Secundária do Monte de Caparica, sede do Centro de Formação AlmadaForma.
Competências tecnológicas essenciais: tornar o implícito explícito
Há cerca de duas semanas atrás, um dos diversos artigos sobre tecnologias com os quais me cruzo, guardo no Diigo e até partilho via Twitter , mas nem sempre tenho tempo para ler com a profundidade que merecem, tinha este título
” Making the implicit explicit” (ler aqui)
O artigo, assinado por Kim Cofino, e publicado na “Tech & Learning” tem a simplicidade e o dom de nos fazer pensar sobre o óbvio. O óbvio é aquilo que damos como adquirido e que por isso, corre o risco de perder importância. Mas não deve.
Neste caso, discutem-se aquelas que serão as competências tecnológicas essenciais (“essential technology skills”).
Aquilo que mais me agradou na leitura do artigo foi – confesso – poder confirmar algumas das que eu considero competências essenciais e que informalmente acrescento às que estão no meu plano de trabalho com os meus alunos como professora de língua portuguesa:
- colaboração a distância
- comunicação de ideias para grandes audiências
- criação de algo novo com ferramentas tecnológicas (a questãozinha da criatividade e inovação, voilá!)
Qualquer utilizador assíduo de computadores, dá como adquiridas competências como as que transcrevo:
” * knowing to hold your mouse over an icon or a link to see what it does.
* understanding that the menus for any program are at the top of the screen, that they are usually very similar, and generally what you find within them (for example: “view” usually means how you see things on the screen and that menu is found in almost every program).
* recognizing when something is lit up (or underlined) on a website, you can click on it.
* knowing that the cursor changes when held over different parts of the screen and what that means (the little arrow turning into a hand over a weblink for example, or being able to stretch out a picture when it turns into the double-sided arrow).
* using tab to move from cell to cell or box to box on forms or websites.
* being able to recognize drop-down menus – and that they hold additional features.
* understanding that right clicking on things brings up more options.”
E a verdade é esta: nós que, em principio, somos em maior ou menor grau, mas somos, ágeis na utilização do computador não temos noção das competências que temos desenvolvidas e que, cada vez mais, precisamos de alargar aos que com connosco trabalham.
Quantas vezes iniciámos um trabalho com alunos e, apesar de sabermos o seu à-vontade com as máquinazinhas (sobretudo na parte dos jogos, sms e afins) e percebemos que temos que explicar mais e melhor do que prevíramos?
E aqueles de nós que estão envolvidos na formação de professores e se deparam com grupos muito, mas mesmo muito, heterogéneos de utilizadores sendo que muitos mais do que aqueles que julgáramos à partida, andam de indicador em riste à procura da tecla F3?
E afinal, qual a nossa responsabilidade?
Quais as competências tecnológicas ditas implícitas que será melhor explicitar para facilitar um trabalho eficaz com as tecnologias?
Texto publicado hoje no Fórum “Geral” da Interactic 2.0.
Participe também na discussão acedendo à nossa comunidade ou deixando o seu comentário aqui no meu blogue!
Um post sobre a Interactic 2.0: "Cem mil visitas nesta também minha casinha :-)"
Publiquei hoje no meu blogue da comunidade Interactic 2.0:
Acabo de tentar lançar mais uma discussão aqui nesta rede.
Lancei um post no Fórum Notícias onde perguntei, a propósito das 100 000 visitas, o seguinte:
O que tem sido,… o que é a rede Interactic 2.0 para ti?
De que modo é que ela tem sido importante no teu desenvolvimento profissional?
Como gostarias que ela evoluísse?
Qual o contributo que estás disposto a dar?
Agora, reparei no título deste post… pois…. a forma como sinto a Interactic 2.0 é esta: o Zé Paulo abriu as portas desta sua “casa” e eu entrei, calcei os chinelos e sentei-me à lareira
Esta metáfora de Inverno serve apenas para ilustrar como eu rapidamente me senti e sinto ainda bem aqui.
Vou procurar responder com a sinceridade que me caracteriza às questões que eu própria enunciei.
Durante muito tempo, senti-me mais estranha do que me sinto hoje. Sempre tive muita vontade de fazer de novo, fazer diferente, de não usar sempre o manual porque não fazia muito sentido algumas vezes dadas as necessidades específicas dos alunos com que trabalhava. Sempre gostei de fazer os meus próprios recursos, tantas vezes reinventando, adaptando. Sempre tive muita pena de a escola, tal como está organizada, não nos deixar tempo para produzirmos recursos em equipa, para trabalharmos mais interdisciplinarmente, para fazermos trabalho de projecto… para pensar a forma de ensinar, de envolver, de despertar o amor por aprender e só depois, em avaliar, preocupar com os maus resultados…. ver o aldo positivo.
No que toca às tecnologias, então…. pior… eu era a maria-rapaz que andava a montar e desmontar, a instalar e desinstalar, a apagar fogos…. e sempre me senti muito sozinha… ás vezes ainda me sinto quando me dizem “ah, eu não tenho tempo pra isso….”
Á medida que fui publicando em rede (a partir de 2003, com algumas coisas pequenas antes) fui sendo contactada por outras pessoas. Fui eu própria contactando outros… comentando… linkado…. estendendo os braços de uma rede informal que cresceu imenso e que se tornou a minha rede de apoio e aprendizagem.
Um dia… há cerca de dois anos (parece pouco mas têm sido intensos e bem vividos) recebi um mail de um tal de José Paulo Santos a convidar para entrar aqui. Nem pestanejei. Só muito mais percebi que ele era o autor de um espaço que admirava, o DEEMO, só aos poucos fui conhecendo e aprendendo com o extraordinário trabalho que ele faz e que leva outros a fazer.
Depois, tomei a cargo esta difícil tarefa de administrar e animar a Rede o que nem sempre é fácil.
O que é esta Rede para mim? É MUITO! não consigo imaginar o meu trabalho sem ela; fez-me crescer imenso em termos de desenvolvimento pessoal. Aprendi muito na sua exploração; permitiu-me continuar de uma forma muito séria o trabalho do Mestrado. E permitiu-mo de uma forma essencialmente prática que, neste ponto da minha vida, é o que interessa mais.
Mas a Interactic 2.0 permitiu-me mais ainda. Fez com que conhecesse na realidade pessoas a quem hoje incluo no grupo dos meus amigos e que já conhecem um pouco da minha vida pessoal. Não vou referir nomes para não correr o risco de esquecer alguém mas… a todos…. o meu obrigado! de coração!
Eu gostaria que esta rede evoluísse no sentido de ver ainda mais partilha. Grande parte das vezes, o tempo que se tem é para aqui deixar um comentário breve. Um sugestão de link, a opinião sobre algo. Gostava de ver mais partilha de recursos. Mais trabalho colaborativo. Gostava que todas as semanas, pelo menos em dois grupos, houvesse algo de novo.
Gostava de organizar o almoço ou jantar interactic 2.0 … assim grande…. numa tenda para casamentos….. eheheh… isso significava que a Interactic dizia bastante a um número grande de pessoas e sonhar não custa
E agora… a parte realmente importante pois podem pensar que até aqui foi só poesia (verdadeira e bonita mas…) QUAL O CONTRIBUTO QUE ESTOU DISPOSTA A DAR?
Há várias iniciativas que tenho apresentado à Admin e que estão na calha: entrevistas, pequenos workhops (não nos esquecemos do questionário) e sobretudo… partilha… partilha…. partilha… quem me segue aqui, segue-me noutros espaços mais rápidos…. isso é bom.
Também posso perguntar: em que posso ajudar-vos?
Será possível resistir a um sonho?
Esta é a primeira vez que escrevo sobre o Second Life. Nunca me imaginei nessa segunda vida, dado que considero que o que faço e produzo em rede, embora seja bem feito e feito com prazer, já me rouba tanto tempo à minha primeira vida, a real. No entanto, não tenho dúvidas mesmo nenhumas que a minha vida real não seria a mesma sem a Internet; por todos os motivos e mais algum que não cabe aqui e agora referir.
O Second Life, precisamente por eu não ter qualquer cultura de jogo (só tive acesso a computadores na minha vida adulta e o tempo que tenho é usado para trabalhar ou alargar a minha PLN), sempre me pareceu ter um carácter lúdico potencialmente viciante; uma escapatória perigosa e consumidora de tempo. Não conheço muitas pessoas que por lá andem ou se o fazem, eu desconheço. As que conheço têm objectivos concretos para além dos sociais. São objectivos nos domínios empresarial e educacional. Não tenho por hábito falar daquilo que não conheço mas tenho tido a sorte de encontrar as pessoas certas. E, através de uma delas, vi este vídeo hoje. E, embora ainda não sinta essa vontade tão grande de imaginar um avatar, conceber um nome e uma identidade virtuais e, principalmente, porque ainda ninguém me tentou convencer de nada, confesso que, como educadora, como especialista em tecnologias educativas, o pouco que sei sobre o SL me leva já a imaginar produções de vídeos sobre figuras da literatura portuguesa, narrativas digitais encenadas por avatares vestidos a propósito, mini-aulas preparadas por alunos sobre conteúdos disciplinares, declamações de poemas, etc. Considero tudo isto muito possível mas sinto que, quer eu, quer os alunos, quer as escolas, ainda têm muito caminho a percorrer até poderem entrar, sem perigos, neste mundo.
Ainda assim, há dias tive o prazer de provocar algumas pessoas via Facebook para que divulgassem experiências de uso do SL na escolas Básicas e Secundárias portuguesas. Não obtive respostas
Sei que não tenho muitos leitores, mas deixo de novo esse pedido/provocação aqui.
Aqui fica o vídeo de um mundo no qual eu gostaria de entrar, nem que fosse para um evento como uma conferência, por exemplo








